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Educação em Foco

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Pró-Uni: Políticas Públicas de qualidade?
 
O Programa Universidade para Todos - Pró-Uni - foi criado com o objetivo de oferecer bolsas parciais ou integrais, aos alunos de baixa renda, para que os mesmos tenham a oportunidade de ingressar no ensino superior. Todavia, desde a sua criação, o Pró-Uni vem levantando questionamentos no que diz respeito à reserva de cotas destinadas a afro descendentes e/ou índios.
 
No Brasil, muito se tem discutido sobre o preconceito racial, embora o mesmo ainda exista muito claramente em nossos dias. A reserva de cotas para afro descendentes e/ou índios não vem reforçar o preconceito racial?
 
Se o objetivo é combater o preconceito, porque seria necessário reservar cotas para os "negros"? Que diferença existe entre estes e os "brancos" que levaria a tal procedimento?
 
Como educadores, faz-se necessária uma reflexão a respeito de tais argumentos, pois a educação deve ser inclusiva e não classificatória.
 
Michele Ceccato
Psicopedagoga

 

Crianças levadas, o que fazer?

 

 

Crianças muito levadas podem ser encontradas em todos os lugares, independentemente de cor ou classe social.

 Muitos pais encontram dificuldades na criação de seus filhos. Essas dificuldades geram um clima de insegurança por se acharem incapazes de lidar com o comportamento “elétrico” de seus filhos.

O que muitos não sabem é que detrás desta eletricidade pode haver algo importante que precisa de atenção.

As chamadas crianças “elétricas”, são aquelas  que não param um instante  sequer, são extremamente agitadas, modificam a rotina de sua família e colocam seus pais muitas vezes em situações embaraçosas.

São crianças que necessitam de vigilância 24 horas por dia, e principalmente quando estão na casa de amigos, parentes ou lugares públicos: igreja, clubes... Tais crianças também apresentam dificuldade de concentração e tanto em casa como na escola, levando-as a um aprendizado deficiente

Muitos pais desconhecem, mas estes “sintomas” podem ser o sinal de que algo não vai bem com seu filho. Tais crianças podem ser vítimas de um distúrbio que acomete cerca de 5% da população infantil, e na sua maioria meninos. Se não acompanhada, a criança portadora deste distúrbio  poderá ser um adulto com dificuldades como instabilidade de humor, dificuldade de se relacionar, abuso de substancias químicas e depressão.

Chama-se TDAH : Distúrbio de Déficit de Atenção e Hiperatividade ou apenas TDA: Distúrbio de Déficit de Atenção.

O TDAH / TDA é caracterizado por problemas relacionados a diversos fatores como: hiperatividade (excesso de atividade motora); impulsividade e falta de atenção. Este sintomas podem ser observados no dia-a-dia da criança  e devem receber atenção especial se os mesmos vêem se repetindo por um longo período.

Nem toda criança agitada possui TDAH, mas  os pais devem ficar atentos e procurarem ajuda profissional.

A grande barreira enfrentada hoje no meio educacional é a de levar os pais a se conscientizarem de que algo não vai bem e que precisam procurar ajuda profissional.

            O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um distúrbio de base genética, caracterizada por um metabolismo deficiente dos neurotransmissores (Barkley), que precisa receber um tratamento adequado. Muitos estudos estão sendo feitos para desvendar alguns mitos existentes em volta deste transtorno, inclusive sobre suas causas. Apesar dos fatores genéticos serem um grande determinante, não se pode arrolar fatores isolados para a causa do TDAH, inclusive valores ambientais.

Em tempos mais remotos cria-se que o transtorno era um distúrbio apenas psicossocial, ou seja, apenas  os fatores sociais e psicológicos levavam ao quadro da hiperatividade. As pesquisas atuais revelam um grande avanço para o diagnostico, mas ainda há muito por descobrir.

O cérebro humano consiste em um complexo sistema de ligações e impulsos que controlam o corpo. Há um parte especifica do cérebro que controla o comportamento e o autocontrole, chamada de lobo frontal. O portador de TDAH / TDA tem dificuldade em controlar sua impulsividade e hiperatividade, justamente por ter sua atividade cerebral no lobo frontal comprometida.

Russel Barkley, um das maiores autoridades em TDAH disse : “ a atividade cerebral que comanda a inibição do comportamento, a auto-organização, o autocontrole e a habilidade de inferir o futuro está prejudicada por um metabolismo deficiente dos neurotransmissores, levando à incapacidade de administrar eficazmente os aspectos críticos do dia-a-dia. (1995).

Apesar da seriedade do diagnostico, a possibilidade de ter um filho com TDAH não deve desesperar os pais. É um tratamento simples com medicação ou não, e que varia de acordo com o quadro da criança.

De acordo com o DSM-IV (Manual Diagnostico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Psiquiátrica Americana) , o diagnostico é feito pela confirmação de numerosos sintomas associados que devem ser identificados por um especialista.

Portanto, pais e professores devem estar atentos a qualquer sintoma, e se necessário, buscar ajuda profissional.

 

 Michele Ceccato

Michele Ceccato

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